Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Experimentámos!

E vamos dar a nossa opinião.

Experimentámos!

E vamos dar a nossa opinião.

Galeto, um local a visitar!

Um dos ícones da cidade de Lisboa é o Galeto.


A particularidade do Galeto é, seja o que for que nos esteja a apetecer na altura, eles provavelmente têm. Com os seus balcões corridos em forma de U, os empregados servem com destreza e discrição o volumoso número constante de clientes. Mas vamos ao que interessa.

 

De combinados fabulosos, a tostas incomparáveis, das sopas quentinhas e únicas aos gelados a fazer lembrar centros de mesa, tudo se encontra no Galeto. A variedade é riquíssima e a única dificuldade é a da decisão! Se por um lado, apetece a tosta de tortilha de camarão com maionese, o bife hamburguês com esparregado também não se fica atrás.

 

Bem sei que a ASAE fechou aquilo durante uns tempos, mas pouco me importou. Continuei a ir lá para me deliciar com a sopa de tomate com ovo e com as brochettes de fígados de aves que caem sempre bem.

 

É descontraído, encontra-se todo o tipo de gente, é central e fecha às 3h00 da manhã, o que é excelente para aqueles apetites já tardios.

 

Localização: Muito Bom
Serviço: Bom
Instalações: Bom

Variedade: Excelente
Relação Qualidade/Preço: Muito Bom
Mais Informações: Galeto 

Casa sobre o Rio Douro

Há um restaurante onde gosto muito de ir, quando vou ao Porto: o Casad'oro. Das mesmas proprietárias do Casanostra (restaurante italiano no Bairro Alto) e do Casanova (a pizzeria ao lado do Lux), mas em versão 2 em 1: no andar de baixo, o restaurante italiano, com uma decoração e ambiente mais sofisticados; no primeiro e segundo andar, a pizzeria, mais descontraída. Situa-se por baixo da Ponte da Arrábida, numa casa que se estende por cima do rio, com uma vista linda sobre a cidade do Porto, o rio, a outra margem e os barcos rabelo.

Quanto aos pratos servidos, são genuinamente italianos e de óptima qualidade. O meu preferido é a torta de espinafres e ricota. As pizzas são preparadas em forno de lenha e há sempre uma ou mais sugestões da época bastantes originais. Nos dias de bom tempo, recomendo o último andar, com mesas ao ar livre.

Localização: Excelente
Serviço: Bom
Instalações: Muito Bom
Relação Qualidade/Preço: Médio
Mais informações: site oficial

Esplendor na Falésia

Há cerca de 15 anos, passando umas férias na deliciosa Zambujeira do Mar, ainda livre de festivais, foi-me apresentado, por um ilustre grupo de fantásticos conversadores, um restaurante fabuloso, de paladares para mim ainda desconhecidos, e que aprendi a gostar e a saborear de forma crescente e absolutamente alucinante!

Experiências explosivas no meu palato foram tendo lugar sucessivamente e em crescendo. Era demais para ser verdade e interrogava-me onde teriam andado aqueles sabores, durante toda a minha vida!

O Sacas é um restaurante pertencente a uma família de pescadores com algumas particularidades absolutamente sui generis a roçar um filme de Fellini. Mas estas apreciações, vou deixá-las ao vosso critério, quando puderem visitar este restaurante, em local absolutamente inóspito, misto de aromas marítimos e vertigem, no alto de uma das muitas falésias da zona.

Quando fui lá pela primeira vez, ainda havia apenas um telheiro e um casinhoto onde os proprietários preparavam os nossos pratos, autênticos rituais de passagem. A filha estava na caixa a fazer as contas e dava uma mãozinha nas mesas. O filho atendia as mesas. Os polvos secavam ao sol, presos nos estendais, numa visão quase pós-apocalíptica... Hoje em dia, a tasca é menos tasca, embora mantenha uma ou outra característica de outros tempos. Mas já há paredes, telhados, chão, elementos decorativos... enfim, um luxo!

A minha primeira experiência gastronómica foi uma feijoada de búzios que me fez agradecer o facto de estar viva e na Zambujeira. Fui por ali fora, ávida de novos sabores e do polvo ao cação, da raia ao mero sargo grelhado, tudo era subitamente uma imensa novidade. Mas inesquecível mesmo, foi a moreia. A moreia frita é uma experiência a não perder, principalmente por pessoas como eu, que nem sabia que se comia moreia!

Aconselho sobremaneira este restaurante, junto à Zambujeira. Preferencialmente vão lá, fora de época festivaleira, para poderem apreciar calma e convenientemente o cinzento daquele mar num dia frio de Inverno, enquanto se deliciam com sabores inesperados.

Localização: Muito Bom
Serviço: Bom
Instalações: Bom
Relação Qualidade/Preço: Excelente
Mais informações: Lifecooler - Sacas

Ao ar livre no Noobai Café

Uma das minhas esplanadas preferidas é o Noobai Café, que fica na extremidade direita do miradouro de Santa Catarina (também conhecido como Adamastor). Mantendo a vista sobre os telhados de Lisboa e o rio Tejo da outra esplanada do miradouro, tem uma série de opções gastronómicas feitas e pensadas com algum cuidado e gosto. Sanduíches e saladas cheias de cor e sabor, competem com os sumos fresquíssimos e originais.

No entanto, esta esplanada tem um grave problema: o serviço. É dos mais lentos de Lisboa. Por isso, não recomendo a quem esteja com pressa ou com fome.

O ambiente e a decoração são muito descontraídos e é um local bastante agradável para passar umas horas à conversa e a ver o sol a despedir-se da cidade, enquanto bebemos um Kir Royal ou uma sangria. (Notem que falei em várias horas pois, mesmo para beber um simples sumo, não sairão de lá facilmente).

É também indicado para levar crianças, pois tem um pequeno parque com brinquedos.

Localização: Excelente
Serviço: Mau
Instalações: Bom
Relação Qualidade/Preço: Bom
Mais informações: http://www.noobaicafe.com/

O Belo do Croquete

Uma coisa tremendamente alfacinha — ou uma alfacice bastante coisa — é a eterna discussão do "best of" alimentar, especialmente dos acepipes: qual o melhor rissol, onde o mais perfeito croissant, ou o mais redondo queque (como dizia aquela jovem turista alemã): "Em Lissabon experrimentei os melhores quecas".

Certamente que é uma boa pauta para um blog gourmet, e que promete inflamar colaboradores, leitores e apreciadores alike.

Pois bem, propomo-nos começar esta momentosa actividade crítica com um dos acepipes mais consumidos e, geralmente, de pior qualidade: o CROQUETE. Geralmente, isto é, na maioria das pastelarias e estabelecimentos similares, é uma massa cilíndrica que poderia ser usada no Iraque como bucha nos canhões de 120mm dos Abrams — mas nós não apoiamos a guerra do Iraque, portanto temos de os engolir nós mesmos, azarito.

Durante anos julgava que o melhor croquete era o do Gambrinus; estaladiço por fora, macio por dentro, bem temperado, recém-frito, caríssimo, impecável. Em segundo lugar, mas ainda na liga premium, o da Versailles, próprio para levar para casa ou degustar ao balcão, sem as cerimónias inevitáveis do feito na hora do Gambrinus.

Mas há algum tempo, por um mero acaso, descobri o croquete do Pap'Açorda. Não vem na ementa, mas pode ser pedido ao balcão enquanto se espera que o Zé Miranda se comova a despejar alguma mesa para nós (com reserva feita; ir lá sem reserva é sujeitarmo-nos às piores sevícias). Presumo que também possa ser pedido no dito balcão sem se ter reserva para jantar, mas nunca ousei.

Ora bem, é um croquete indescritível, portanto não procurei adjectivos. Só provado. Perguntei timidamente ao Zé qual era o segredo, só para ser simpático — imaginem se aquele tipo revela algum segredo! Mas, milagre, ele revelou: "o segredo está no bechamel".
Ora eu, que nem sabia que os croquetes levam bechamel, reduzi-me à minha insignificância — e aumentei-me em meio quilo daquelas delícias. Experimentem, mas não digam que fui eu...

 

399a82fa5901f80c7370a3cee13037a60e2319b4.jpg

(Foto SAPO Lifestyle)

 

Por: José Couto Nogueira

Publicidade