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Experimentámos!

E vamos dar a nossa opinião.

Experimentámos!

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Esplendor na Falésia

Há cerca de 15 anos, passando umas férias na deliciosa Zambujeira do Mar, ainda livre de festivais, foi-me apresentado, por um ilustre grupo de fantásticos conversadores, um restaurante fabuloso, de paladares para mim ainda desconhecidos, e que aprendi a gostar e a saborear de forma crescente e absolutamente alucinante!

Experiências explosivas no meu palato foram tendo lugar sucessivamente e em crescendo. Era demais para ser verdade e interrogava-me onde teriam andado aqueles sabores, durante toda a minha vida!

O Sacas é um restaurante pertencente a uma família de pescadores com algumas particularidades absolutamente sui generis a roçar um filme de Fellini. Mas estas apreciações, vou deixá-las ao vosso critério, quando puderem visitar este restaurante, em local absolutamente inóspito, misto de aromas marítimos e vertigem, no alto de uma das muitas falésias da zona.

Quando fui lá pela primeira vez, ainda havia apenas um telheiro e um casinhoto onde os proprietários preparavam os nossos pratos, autênticos rituais de passagem. A filha estava na caixa a fazer as contas e dava uma mãozinha nas mesas. O filho atendia as mesas. Os polvos secavam ao sol, presos nos estendais, numa visão quase pós-apocalíptica... Hoje em dia, a tasca é menos tasca, embora mantenha uma ou outra característica de outros tempos. Mas já há paredes, telhados, chão, elementos decorativos... enfim, um luxo!

A minha primeira experiência gastronómica foi uma feijoada de búzios que me fez agradecer o facto de estar viva e na Zambujeira. Fui por ali fora, ávida de novos sabores e do polvo ao cação, da raia ao mero sargo grelhado, tudo era subitamente uma imensa novidade. Mas inesquecível mesmo, foi a moreia. A moreia frita é uma experiência a não perder, principalmente por pessoas como eu, que nem sabia que se comia moreia!

Aconselho sobremaneira este restaurante, junto à Zambujeira. Preferencialmente vão lá, fora de época festivaleira, para poderem apreciar calma e convenientemente o cinzento daquele mar num dia frio de Inverno, enquanto se deliciam com sabores inesperados.

Localização: Muito Bom
Serviço: Bom
Instalações: Bom
Relação Qualidade/Preço: Excelente
Mais informações: Lifecooler - Sacas

London Calling...

Londres é uma cidade fantástica!
Já lá fui mais de 30 vezes e não me canso. Percorro incessantemente aquelas ruas e mercados e há sempre algo diferente, inédito, curioso, aromático, sui generis e acima de tudo, muito civilizado.

Londres é especial pelas suas diferenças e pela forma como essas diferenças se difundem. É completamente cosmopolita, inter-racial, inter-cultural, inter-colorido e inter-social! Não sei se estes termos existem mas parecem-me aplicáveis...!

Estive em Londres mais uma vez este fim-de-semana grande de 5 de Outubro.
Fiquei alojada na zona de Bayswater que pela sua localização me parece fantástica. Fica junto da District Line, da Circle Line e da Central Line do metro londrino. Tudo bom! Num instantinho nos pomos no meio da loucura de compras da Regent Street, no arco-íris alucinante de Picadilly Circus ou na misteriosa Chinatown.

Sábado é dia de visitar Camden Town com os seus eclécticos mercados que incluem desde novos estilistas a comida tailandesa, de lojas fetichistas à irresistível e psicadélica CyberDog com a música sempre altíssima e empregados muito cool.

Para tomar o “chá das cinco” aconselho fortemente a Orangery que embora seja uma pipa de massa, vale a pena como experiência de vida. Fica nos jardins do Palácio de Kensington e para além do local lindíssimo, os cheese scones são de nos atirarmos para o chão e a strawberry tart é absolutamente capaz de converter católicos ao islamismo! A não perder... convém saber que paguei 32 libras inteirinhas por um lanche (cerca de 45 euros), mas olhem, um dia não são dias!

O full english breakfast, apesar da azia que provoca, é uma experiência a ter em conta. Embora os nossos estômagos mediterrânicos não estejam muito habituados a salsichas fritas e feijão guisado logo pela manhã, actualmente já é servido ao longo do dia. Por isso, podemos experimentar o típico pequeno-almoço britânico à hora do almoço quando já temos mais capacidade de encaixe para tais sabores. Fish and chips numa roulotte, embrulhados em papel pardo, bate todos os recordes de gordura. Comi uma vez e chegou-me...

Teria muito mais para falar de Londres, mas não temos tempo. Vão ficando com este cheirinho, que da próxima vez entraremos pelas salas de espectáculos, em alguns estúdios e galerias, e no fabuloso restaurante do não menos fabuloso Jamie Oliver.

See you next time, darlings… Bye!

Ao ar livre no Noobai Café

Uma das minhas esplanadas preferidas é o Noobai Café, que fica na extremidade direita do miradouro de Santa Catarina (também conhecido como Adamastor). Mantendo a vista sobre os telhados de Lisboa e o rio Tejo da outra esplanada do miradouro, tem uma série de opções gastronómicas feitas e pensadas com algum cuidado e gosto. Sanduíches e saladas cheias de cor e sabor, competem com os sumos fresquíssimos e originais.

No entanto, esta esplanada tem um grave problema: o serviço. É dos mais lentos de Lisboa. Por isso, não recomendo a quem esteja com pressa ou com fome.

O ambiente e a decoração são muito descontraídos e é um local bastante agradável para passar umas horas à conversa e a ver o sol a despedir-se da cidade, enquanto bebemos um Kir Royal ou uma sangria. (Notem que falei em várias horas pois, mesmo para beber um simples sumo, não sairão de lá facilmente).

É também indicado para levar crianças, pois tem um pequeno parque com brinquedos.

Localização: Excelente
Serviço: Mau
Instalações: Bom
Relação Qualidade/Preço: Bom
Mais informações: http://www.noobaicafe.com/

O Belo do Croquete

Uma coisa tremendamente alfacinha — ou uma alfacice bastante coisa — é a eterna discussão do "best of" alimentar, especialmente dos acepipes: qual o melhor rissol, onde o mais perfeito croissant, ou o mais redondo queque (como dizia aquela jovem turista alemã): "Em Lissabon experrimentei os melhores quecas".

Certamente que é uma boa pauta para um blog gourmet, e que promete inflamar colaboradores, leitores e apreciadores alike.

Pois bem, propomo-nos começar esta momentosa actividade crítica com um dos acepipes mais consumidos e, geralmente, de pior qualidade: o CROQUETE. Geralmente, isto é, na maioria das pastelarias e estabelecimentos similares, é uma massa cilíndrica que poderia ser usada no Iraque como bucha nos canhões de 120mm dos Abrams — mas nós não apoiamos a guerra do Iraque, portanto temos de os engolir nós mesmos, azarito.

Durante anos julgava que o melhor croquete era o do Gambrinus; estaladiço por fora, macio por dentro, bem temperado, recém-frito, caríssimo, impecável. Em segundo lugar, mas ainda na liga premium, o da Versailles, próprio para levar para casa ou degustar ao balcão, sem as cerimónias inevitáveis do feito na hora do Gambrinus.

Mas há algum tempo, por um mero acaso, descobri o croquete do Pap'Açorda. Não vem na ementa, mas pode ser pedido ao balcão enquanto se espera que o Zé Miranda se comova a despejar alguma mesa para nós (com reserva feita; ir lá sem reserva é sujeitarmo-nos às piores sevícias). Presumo que também possa ser pedido no dito balcão sem se ter reserva para jantar, mas nunca ousei.

Ora bem, é um croquete indescritível, portanto não procurei adjectivos. Só provado. Perguntei timidamente ao Zé qual era o segredo, só para ser simpático — imaginem se aquele tipo revela algum segredo! Mas, milagre, ele revelou: "o segredo está no bechamel".
Ora eu, que nem sabia que os croquetes levam bechamel, reduzi-me à minha insignificância — e aumentei-me em meio quilo daquelas delícias. Experimentem, mas não digam que fui eu...

Por: José Couto Nogueira

O que não aconselho! - Country House no Meco

Da mesma forma que se encontram coisas fantásticas, também nos deparamos de quando em quando, com pardieiros de fazer dó e que a ASAE deveria visitar o quanto antes!

Fiz uma reserva que apenas poderia ser confirmada através da transferência bancária do gerente daquilo - Sr. Nelo - de 50% do valor da estadia. Lá fizemos a transferência um bocadinho contrafeitos, uma vez que, não é costume acontecer em locais de férias, a não ser em marcações online. Adiante.

Entretanto, e por ter surgido um outro convite para aqueles dias reservados, pergunto se há possibilidade de cancelar a reserva e proceder à respectiva devolução do sinal. Que não, que ficava com um vale para poder usufruir da estadia noutra altura que não fosse no mês de Agosto. Tudo bem. Disse que depois ligava a avisar, caso quisesse adiar a reserva. Não liguei, pois decidi ficar por lá nesses dias e acabei por  confirmar a reserva in loco, uma vez que, me encontrava nas imediações.

Chegando lá, falo com a empregada que demonstrou ser uma simpatia, e explico que fui ali para proceder à confirmação da reserva para os dias XXX. Ela diz-me que não tem lá nada e que o Sr. Nelo cancelou a reserva. Oh diabo! Ela liga-lhe para o telemóvel e ele foi de uma falta de educação tremenda, só explicada eventualmente, pelos sintomas de privação de alguma substância mais ou menos ilegal... A empregada lá acabou por lhe dizer que o quarto em questão ainda se encontrava livre e que poderia ser então, ocupado por nós.

Chegado o dia de ir para o Meco, entro nas instalações e sou recebida pelo Sr. Nelo que pede à empregada (outra) para nos indicar o quarto. O quarto, aparentemente agradável, escondia grandes inconvenientes: o cheiro a esgoto proveniente da casa-de-banho era absolutamente insuportável, as cortinas eram completamente transparentes o que permitia a entrada total da luz exterior impedindo um sono descansado, um mini-frigorífico que fazia um barulho estridente entre descargas e finalmente fomos premiados com visitas nocturnas constantes de elementos afectos à gerência que em jeito de retaliação, nos acordaram de hora a hora ao bater na porta do quarto.

Obviamente, não fiquei lá nem mais uma noite!

Definitivamente, um local a não ir e a divulgar entre os amigos, como indesejável.

Localização: Bom
Serviço: Mau
Instalações: Mau
Relação Qualidade/Preço: Medíocre

As Três Marias

Neste Verão em pleno Agosto e a 15 Km de Vila Nova de Milfontes encontrei um paraíso no meio de nenhures - Três Marias - onde o silêncio é só interrompido pelos chocalhos das ovelhas e o chilrear aqui e ali de uma andorinha.

O cheiro é a campo - sem os inconvenientes odores dos dejectos animais - só ultrapassado pelo mavioso aroma de um soberbo pequeno almoço, servido a partir das 9H00 num alpendre delicioso e com uma vista a perder de vista, para as planícies alentejanas.

O local é fantástico, o bom-gosto que a Cláudia - proprietária - imprime a tudo o que faz, é inigualável. Fora de série foi a atenção de nos prepararem uma cesta de lanche, em saco térmico, para levarmos para a praia, ou de me arranjarem cidreira fresca por terem tido conhecimento que me encontrava mal do estômago.

As praias ali à volta são fantásticas, com pouca gente, areia branca e fina e uma água maravilhosa. A Praia dos Aivados é das melhores onde já estive, apenas com uma ou outra dificuldade no acesso. Mas facilmente ultrapassável! O lanche soube lindamente, pois tinha sido criteriosamente seleccionado.

Aconselho fortemente a pessoas que precisem de descansar do bulício das cidades, mas que ao mesmo tempo lhes possa apetecer dar uma voltinha à confusão, se for caso disso.

Excelente para namorar com convicção, pôr leituras em dia e comer sem corantes nem conservantes. Um hino ao bem-estar, uma ode ao repouso, um poema à qualidade de vida.

Para mais informações: http://www.casasbrancas.pt/pt/casas_ficha.asp?id=26

Localização: Bom
Serviço: Excelente
Instalações: Excelente
Relação Qualidade/Preço: Bom