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Experimentámos!

E vamos dar a nossa opinião.

Experimentámos!

E vamos dar a nossa opinião.

Casa sobre o Rio Douro

casadoroHá um restaurante onde gosto muito de ir, quando vou ao Porto: o Casad'oro. Das mesmas proprietárias do Casanostra (restaurante italiano no Bairro Alto) e do Casanova (a pizzeria ao lado do Lux), mas em versão 2 em 1: no andar de baixo, o restaurante italiano, com uma decoração e ambiente mais sofisticados; no primeiro e segundo andar, a pizzeria, mais descontraída. Situa-se por baixo da Ponte da Arrábida, numa casa que se estende por cima do rio, com uma vista linda sobre a cidade do Porto, o rio, a outra margem e os barcos rabelo.

Quanto aos pratos servidos, são genuinamente italianos e de óptima qualidade. O meu preferido é a torta de espinafres e ricota. As pizzas são preparadas em forno de lenha e há sempre uma ou mais sugestões da época bastantes originais. Nos dias de bom tempo, recomendo o último andar, com mesas ao ar livre.

Localização: Excelente
Serviço: Bom
Instalações: Muito Bom
Relação Qualidade/Preço: Médio
Mais informações: site oficial

Shopaholic à solta!

Para não dizerem que aqui neste blog só se fala em comida - embora seja, assumidamente, um dos meus grandes calcanhares de Aquiles - vou espraiar-me por outras paragens e dar um saltinho a Alcochete para umas compras.

O Freeport tem à nossa disposição um sem número de lojas de visita obrigatória. Na maioria dos casos qualidade é boa, as lojas são boas, tem excelentes marcas e fazem-se compras óptimas por verdadeiras bagatelas.

Neste verão que passou, comprei vários biquínis na Calzedónia por €4,90. Como as meninas que nos lêem sabem, a lycra desta loja é francamente boa, e biquínis a este preço é mesmo de aproveitar. Os meninos, embora não saibam destas coisas, podem sempre comprar três ou quatro biquínis para as suas caras-metade. Fazem um brilharete e não gastam tanto dinheiro como isso! Há ainda uma panóplia interessante de roupa interior, de dormir e meias óptimas para ambos os sexos. A visitar, sem dúvida!

Jeans é outro investimento a fazer no Freeport. Na Springfield, para homem, compram-se calças de ganga óptimas e giríssimas por €20. Aliás, roupa para homem é um dos ex-libris deste outlet, parece-me! Da Boss à Carven, passando pela Versace e Cacharel, acho que os meninos ficam muito bem servidos, quando é necessário vestir de modo mais formal. Para os mais informais, Pepe Jeans, Pull & Bear, Lacoste e Quebra-Mar, são as escolhas mais óbvias e consensuais.

Para as meninas, confesso que há três lojas que me conseguem tirar do sério pela sua relação qualidade/preço: Stefanel – onde comprei um casaco de cachemira ¾ por €40 – a Mango – onde se compram infinidades de coisas a preços quase ridículos – e a Max Mara, de qualidade inquestionável e onde se conseguem adquirir peças excelentes a preços muito simpáticos.

Depois há ainda o corredor das coisas para a casa, com autênticas pechinchas nunca vistas. Óptimos para oferecer a amigos de casa nova. Comprei um conjunto fantástico de decanter e dois copos Bohemia para oferecer a um amigo, pela surpreendente quantia de €7,50. Ainda hoje me pergunto se aquilo não estaria mal marcado...

Como vêem é uma óptima sugestão para presentes, principalmente agora, que o Natal se aproxima a passos largos! Dêem um saltinho a Alcochete e vão ver que vale a pena. Quando  já estiverem muito cansados de fazer compras – sim, que estas coisas dão cabo de uma pessoa! – podem sempre fazer uma pausa, descansar as pernas e estimular os neurónios, numa das salas de cinema lá do sítio.

Boas compras!

Localização e acessos: Bom
Instalações: Bom
Diversidade: Muito Bom
Relação Qualidade/Preço: Muito Bom
Mais Informações:
http://www.freeport.pt/

À descoberta dos sabores...

Confesso que me perco por boa comida.
Embora não me deslumbre com muita coisa, há pratos que me levam ao céu. E tento aprender a fazê-los para repetir indefinidamente estes prazeres.

Em tempos, e por gostar tanto de comer e de cozinhar, decidi aprofundar as minhas habilidades culinárias e propus-me aprender as técnicas base da cozinha e os seus segredos mais recônditos que não se encontram em livro nenhum.

Frequentei o Curso da Vaqueiro das Técnicas de Cozinha, composto por cinco módulos, cada um versando uma técnica e respectivos truques, receitas e características, tanto dos produtos a confeccionar, como dos próprios procedimentos.

Descobri os guisados e estufados, as cozeduras e os assados, os salteados e uma infinidade de segredos que nos espreitam por detrás de cada cozinha e que só a nós compete desvendar. Devo confessar que fiquei viciada, e a partir daí tenho frequentado inúmeros cursos temáticos. Dos cogumelos aos soufflés, das receitas de Natal às outras para impressionar, por todos este sabores passei e dominei!

O procedimento consiste em observar e atentar às explicações da incansável Minô – coordenadora dos cursos – e do chef Carlos Madeira que gentilmente respondem às questões mais básicas e disparatadas e nos ensinam pacientemente a comprar e a confeccionar melhor e de forma mais saudável, os alimentos. Depois dos apontamentos, dirigimo-nos, em grupos de dois, às ilhas respectivas contendo todos os utensílios necessários à feitura da nossa receita. Passamos a confeccioná-la, sempre sob os olhares atentos dos mestres, que nos corrigem e ajudam quando necessário.

O resultado é um repasto em grupo, provando de todas as receitas confeccionadas, num jantar misto de sabores, novas experiências e conhecimentos e com a satisfação de missão cumprida. Ah! E de barriguinha cheia de iguarias invejáveis.

Vale a pena experimentar! Aconselho vivamente a quem gosta de comer, de descobrir a alquimia da cozinha, de desvendar os segredos que todos escondem e de partilhar uma mesa com gente de interesses comuns. Uma excelente forma de passar um serão!

Para mais informações: Cursos Vaqueiro

Experiência: Muito Bom
Instalações: Muito Bom
Relação Qualidade/Preço: Bom

Esplendor na Falésia

Há cerca de 15 anos, passando umas férias na deliciosa Zambujeira do Mar, ainda livre de festivais, foi-me apresentado, por um ilustre grupo de fantásticos conversadores, um restaurante fabuloso, de paladares para mim ainda desconhecidos, e que aprendi a gostar e a saborear de forma crescente e absolutamente alucinante!

Experiências explosivas no meu palato foram tendo lugar sucessivamente e em crescendo. Era demais para ser verdade e interrogava-me onde teriam andado aqueles sabores, durante toda a minha vida!

O Sacas é um restaurante pertencente a uma família de pescadores com algumas particularidades absolutamente sui generis a roçar um filme de Fellini. Mas estas apreciações, vou deixá-las ao vosso critério, quando puderem visitar este restaurante, em local absolutamente inóspito, misto de aromas marítimos e vertigem, no alto de uma das muitas falésias da zona.

Quando fui lá pela primeira vez, ainda havia apenas um telheiro e um casinhoto onde os proprietários preparavam os nossos pratos, autênticos rituais de passagem. A filha estava na caixa a fazer as contas e dava uma mãozinha nas mesas. O filho atendia as mesas. Os polvos secavam ao sol, presos nos estendais, numa visão quase pós-apocalíptica... Hoje em dia, a tasca é menos tasca, embora mantenha uma ou outra característica de outros tempos. Mas já há paredes, telhados, chão, elementos decorativos... enfim, um luxo!

A minha primeira experiência gastronómica foi uma feijoada de búzios que me fez agradecer o facto de estar viva e na Zambujeira. Fui por ali fora, ávida de novos sabores e do polvo ao cação, da raia ao mero sargo grelhado, tudo era subitamente uma imensa novidade. Mas inesquecível mesmo, foi a moreia. A moreia frita é uma experiência a não perder, principalmente por pessoas como eu, que nem sabia que se comia moreia!

Aconselho sobremaneira este restaurante, junto à Zambujeira. Preferencialmente vão lá, fora de época festivaleira, para poderem apreciar calma e convenientemente o cinzento daquele mar num dia frio de Inverno, enquanto se deliciam com sabores inesperados.

Localização: Muito Bom
Serviço: Bom
Instalações: Bom
Relação Qualidade/Preço: Excelente
Mais informações: Lifecooler - Sacas

London Calling...

Londres é uma cidade fantástica!
Já lá fui mais de 30 vezes e não me canso. Percorro incessantemente aquelas ruas e mercados e há sempre algo diferente, inédito, curioso, aromático, sui generis e acima de tudo, muito civilizado.

Londres é especial pelas suas diferenças e pela forma como essas diferenças se difundem. É completamente cosmopolita, inter-racial, inter-cultural, inter-colorido e inter-social! Não sei se estes termos existem mas parecem-me aplicáveis...!

Estive em Londres mais uma vez este fim-de-semana grande de 5 de Outubro.
Fiquei alojada na zona de Bayswater que pela sua localização me parece fantástica. Fica junto da District Line, da Circle Line e da Central Line do metro londrino. Tudo bom! Num instantinho nos pomos no meio da loucura de compras da Regent Street, no arco-íris alucinante de Picadilly Circus ou na misteriosa Chinatown.

Sábado é dia de visitar Camden Town com os seus eclécticos mercados que incluem desde novos estilistas a comida tailandesa, de lojas fetichistas à irresistível e psicadélica CyberDog com a música sempre altíssima e empregados muito cool.

Para tomar o “chá das cinco” aconselho fortemente a Orangery que embora seja uma pipa de massa, vale a pena como experiência de vida. Fica nos jardins do Palácio de Kensington e para além do local lindíssimo, os cheese scones são de nos atirarmos para o chão e a strawberry tart é absolutamente capaz de converter católicos ao islamismo! A não perder... convém saber que paguei 32 libras inteirinhas por um lanche (cerca de 45 euros), mas olhem, um dia não são dias!

O full english breakfast, apesar da azia que provoca, é uma experiência a ter em conta. Embora os nossos estômagos mediterrânicos não estejam muito habituados a salsichas fritas e feijão guisado logo pela manhã, actualmente já é servido ao longo do dia. Por isso, podemos experimentar o típico pequeno-almoço britânico à hora do almoço quando já temos mais capacidade de encaixe para tais sabores. Fish and chips numa roulotte, embrulhados em papel pardo, bate todos os recordes de gordura. Comi uma vez e chegou-me...

Teria muito mais para falar de Londres, mas não temos tempo. Vão ficando com este cheirinho, que da próxima vez entraremos pelas salas de espectáculos, em alguns estúdios e galerias, e no fabuloso restaurante do não menos fabuloso Jamie Oliver.

See you next time, darlings… Bye!